terça-feira, 26 de agosto de 2014

Minha Cidade

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. 
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. 
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos... 
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum... 
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. 
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

1 comentário:

  1. O mais ou menos entedia,causa inercia,e descontentamentos,rouba sonhas e ilusões.

    E como diz Clarice Lispector:

    Sou composta por urgências:
    minhas alegrias são intensas;
    minhas tristezas, absolutas.
    Entupo-me de ausências,
    Esvazio-me de excessos.
    Eu não caibo no estreito,
    eu só vivo nos extremos.

    Pouco não me serve,
    médio não me satisfaz,
    metades nunca foram meu forte!

    Todos os grandes e pequenos momentos,
    feitos com amor e com carinho,
    são pra mim recordações eternas.
    Palavras até me conquistam temporariamente...
    Mas atitudes me perdem ou me ganham para sempre.

    Suponho que me entender
    não é uma questão de inteligência
    e sim de sentir,
    de entrar em contato...
    Ou toca, ou não toca

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